terça-feira, 31 de dezembro de 2013


                      NOVO ANO: NOVA VIDA, NOVOS SONHOS


                      Fim de ano, início de novo ano. Tudo parece cair em  profundo silêncio. Silêncio das Montanhas? Ou Silêncio do Mundo? Até os pássaros silenciam nesse limiar das horas, enquanto as nuvens deslizam no céu, ainda tingido de chumbo dos últimos passos que o Velho Tempo despende antes de desaparecer no vácuo da Eternidade. Enquanto isso outro tempo, o Novo Tempo, redivivo ante a contingência cósmica, adentra com seus passos lépidos de infante recém-nascido.
                      
                            É a vida que se renova, o Tempo, o Mundo.
                          Não é só o ano que se finda, enquanto outro, um novo, o substitui. São nossos sonhos que também se esgotam, nossas vidas que, por um lapso, como que perdem o fôlego, para, em seguida, retomá-lo, quando nos sentimos fraqueja nos grandes e pequenos embates de nossas vidas.

                    Não é ano que se findou, são nossos sonhos que se perderam nas vereda de nossas vidas, às vezes tão asfixiadas e inertes, devido certamente à própria inércia, também, de nossa alma.
Então vem o Ano Novo para refazer esses nossos sonhos, validá-los, como sopros de energia.

                       Não é só tempo que passou, o ano findante, quer dizer que escalamos mais uma etapa, e que também avançamos mais um degrau, amamos, sonhamos e sofremos.

                       Que sejam estes novos tempos, na perspectiva de tudo o que haverá de vir. Olhemos o mundo como ele está, mas que nosso olhar não se contamine das ilusões e das tristezas que a realidade, alhures, nos quer impingir, com seus truques, inverdades e malefícios.

                      Rejubilemos por termos vencido mais esta barreira do tempo pelas mãos deste ano que se vai, mas também nos preparemos para enfrentar o Ano Novo que nos aguarda com suas surpresas, seus mistérios, com todas as esperanças que ele traz consigo no seu olhar recém-vindo de criança travessa.

                      Novos tempos, nova vida, novos sonhos. E essa expectativa que todos nós sentimos, hoje, para o que nos virá amanhã: um novo sonho a se concretizar.

                      Ano Velho, Adeus!
                      Novo Ano, sede bemvindo!   
      
                                                                                                     Bsb, 31.12.13

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013



UMA ESPECULAÇÃO SOBRE O AMOR CRÍSTICO

                                                             Murilo Moreira Veras


O que é liberdade? É estar livre dos embaraços que a existência nos traz.  Mas o que isso implica na filosofia  bergonsoniana? Begson é um pensador que pesquisou sobre a linha do tempo, sua duração e como tal afeta o ser na sua mobilidade existencial.
O que significa o amor cristão? Diria que é o sentido de agir fraterno. Este, sim, o traço mais característico do cristianismo. Talvez esta seja a vocação do verdadeiro cristão: elevar o ser humano a uma categoria que ultrapasse sua própria humanidade, para que ele possa transmitir ao ser-objeto que será amanhã, isto é, no horizonte do devir. Assim, o ser humano terá sua vida projetada para depois pelo que o ser do ente passa a ser objeto do próprio ente na sua transitoriedade ontológica.
Essa transição fará do homo sapiens o homo objectus ou o homo res, ou seja, o ser do homem colocado na condição de ser objetivado e não pensado.
Ora, nesse estado de coisa como posicionar o chamado amor cristão, ou crístico, no sentido ontológico, quando o fenômeno da capacidade propriamente crística de compartilhamento fraterno está depositada no objeto da relação ser-estar-no-mundo, o sujeito desvinculado de sua passividade por ser possuído?
A relação ser-no-mundo heideggeriano terá de sofrer mudança na categoria de Desein. O mundo terá de se adaptar à sua nova forma que seria através da hominização do objeto do ente, feito ser na categoria ontológica, não propriamente do ser, mas do objeto ontologizado, ou seja, o objeto pensado.
O amor crístico do objeto pensado é a objetivação do pensar desprovido de sua imanência de humanidade. É a transcendência do pensamento-objeto, o pensamento maquínico, porque a potência do ser passou para o ser da potência, ou o humanismo coisificado. É como transcender na imanência do ser objetivado ou objetivante.
Transformado o Desein no ser imanentizado pela objetivação do humano para o pós-humano, a cristianização se dará por desconstrução axiológica, quer dizer, o objeto seria ou se tornaria valorizado para obter sua condição de comunhão crística.
O homem ou a mulher, sem sua humanidade imanente, passaria a assumir sua objetividade transcendente e agiria como o novo homem embebido de transcendência objetivada, ou, em outras palavras, em termos de simbologia mais avançada, o ser humano já agora desumanizado adquire a feição de materialização cósmica que o interligaria à infinitude, onde há de haver nova forma de Desein, ou seja, de estar-no-mundo, embora faça com que sua humanidade se apegue demais ao mundo cuja imanência infantiliza suas potencialidades transcendentes.
Ora, se o cristianismo se fundamenta em  (des) essencializar o humano para transformá-lo numa nova categoria do ser pela qual o cristão propugna por ser um novo homem, essa transcendentalidade do objetivado pode constituir a resposta para o mundo e sua consequente renovação e assim o ser-para-a-morte heideggeriano pode desaparecer para dar lugar ao ser-para-a-vida, porque a morte passa a ser a transitividade da espiritualização da matéria pela vacância do eu decorrente de sua objetivação que é a matéria transcendentalizada, ou seja, o novo homem  desmaterializado da matéria. Não se trata aqui de nenhuma doutrina cabalística, mas de uma hermenêutica escatológica para o ser humano ao elevar-se de categoria mediante processo sistemático e quicás fatalístico de materialização espiritual. Isto porque o avanço dos instrumentos tecnológicos será cada vez tão grandioso que a mecanização do mundo se tornará inevitável. A máquina pensante será aos poucos incorporada ao ser humano e o pensar humano será um pensar maquínico com desdobramento e vocação cósmicos, ou seja, capaz de se interligar aos padrões estelares e galácticos.
É, pois, nesse estágio que o sêmen do cristianismo há de assumir seu papel e impor sua razão fundamental não apenas como “a luz do mundo”, ou o “o sal na terra”, mas como “a luz, o lume do universo” – o sal que irá se espalhar por todos os redutos conhecidos e desconhecidos, o sêmen crístico que existe e sempre existiu no Uni-Verso  do qual nosso homo terrenus tanto precisa, pois sua visão apenas telúrica tem materializado o  seu humanismo,  tornando-se cego, em face de seu desbragamento orgíaco pelo materialismo sem transcendência.
Esse trânsito do sujeito para o objeto pela desumanização transcendente corresponde à grande solução para nossa civilização essencialmente materializada por excesso de afirmação subjetiva, dado que o ser extravasou suas potências e precisa sublimar-se pela elevação através da desmaterialização do eu-ser-no-mundo em direção da transcendentalidade  do mundo no eu-ser, ou na fórmula mesmo que insólita – o homem pensando como máquina e a máquina pensando como homem, numa simbiose metafórica em busca da perfeição crística absoluta, onde reside, enfim, a sabedoria cósmica do infinito.  




quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Mensagem do ano: reflexão para 2014



Caros,


Fazendo uma retrospectiva de minhas mensagens em 2013, elejo, como toda firmeza, esta, que agora refaço com a maior ênfase que o tema merece:

Segundo Olavo de Carvalho uma das características exclusivas da prova de existência de profecias são os milagres comprovados que acompanham esses eventos e a conexão coerente desses enunciados com os de outras profecias em todo o mundo, na medida em que vão se concretizando no futuro.

Nesse sentido diria que o evento-mãe foi o de Fátima, comprovada pela punjança dos milagres que a acompanharam, entre muitas outras, a do miraculoso aumento do sol (testemunhado por pelo menos 30.000 pessoas) e a seqüência de duas Guerras Mundiais.

Mas não podemos ignorar a conexão de suas profecias com outras muitas que se seguiram e que se confirmaram com o tempo. Inclusive - porque não?, no Brasil, como esta informada pelo Padre Paulo Ricardo, em: 
 
http://padrepauloricardo.org/episodios/o-alerta-de-maria-para-o-brasil?utm_source=Lista+-+padrepauloricardo.org&utm_campaign=dd904a3266-11nov2013newsletter&utm_medium=email&utm_term=0_a39ff6e1ce-dd904a3266-382810201

Principalmente quando se observa o pano de fundo comum dos perigos do ateísmo institucionalizado por traz do socialismo e sua propagação atual, as conexões são surpreendentemente coerentes:

Mesmo para os mais céticos não há como negar a conexão de Fátima com Lourdes e Medjugore, seus respectivos milagres, e a concretização da previsão de desfacelamento de algumas nações. Geralmente não se citam nomes – uma característica universal entre as profecias de todos os tempos, mas agora, a posteriori, como negar o que ocorre com países como Cuba, Coréia do Norte e mais recentemente - a bola da vez, a Venezuela, nosso vizinho, se arruinando moral e economicamente sob o estúpido comando do Sr. Nicolas Maduro? Ou na surpreendente reversão das duras conquistas de Álvaro Uribe contra o narcotráfico, com as concessões políticas inaceitáveis de Manuel Santos à FARC, na Colômbia?

Para os menos céticos, além dessas jovenzinhas do interior do Recife, cito como exemplo os alertas de videntes brasileiros como Marcos Tadeu, em Jacareí-SP, ou de Eurípedes, em São Sebastião do Alto-RJ.

Não menosprezemos suas mensagens, na medida em que são das mais coerentes com as grandes citadas!: possibilidades de destruição de nações inteiras, inclusive grandes nações, as falsas religiões, o permissivismo, a idolatria generalizada, etc., etc.; bem como as respostas da natureza, particularmente em lugares que se praticam cultos obscurantistas como no sudeste dos EUA e Haiti, e mesmo entre países católicos, como vemos agora no violentíssimo tufão assolando a Indonesia esta semana [esta mensagem foi originalmente encaminhada em 11 de novembro de 2013].

Como reforço adicional, por dever de consciência, posso e devo dar testemunho pessoal deste último vidente pela visão literal, tanto minha como a  de muitos presentes na ocasião, absolutamente miraculosa, do céu noturno e vespertino, por ocasião de peregrinação  de milhares de pessoas a São Sebastião do Alto. Num único dia, à noite, enquanto todos rezavam o rosário, de joelhos, sobre um terreno pedregoso, eu vi, estupefado, chuvas de mais de uma dezena de estrelas cadentes e espiral de fogos no céu. No dia seguinte, e em outros mais, mais serenamente, sempre à tardinha, um inacreditável sol pulsante. Isso foi a cerca de 15 anos atrás. Infelizmente perdi o contato com os peregrinos presentes e soube que o Eurípedes faleceu logo no início desse século. Mas o Marcos Tadeu parece dar continuidade nisso com suas mensagens e o enunciado de muitas outras, ocorridas mundo afora, alguns deles disponíveis na internet.

Disso tudo, o mais importante é o sentido de conversão pessoal de Nossa Senhora dirigido a todos. De minha parte foi a conversão que se seguiu - pois era agnóstico. Tal deve ser o direcionamento teleológico que, com a graça de Deus, deve continuar por toda minha existência.

Parabenizo mais essa excelente iniciativa do Padre Paulo Ricardo!

abçs,

Murilo Carlos Muniz Veras

 

domingo, 15 de dezembro de 2013

MEU NATAL DO FUTURO

                                    Murilo Moreira Veras

Meu Natal do Futuro há de ser diferente.
Não tem festa, não tem alarde,
não tem riqueza nem ostentação:
será como o sol que desperta a aurora,
do sono letárgico da Escura Noite.

Meu Natal do Futuro transcende
a mediocridade da vida,
transformando a afasia geral
em gesto de suprema unção
– a Natalidade criadora.

Meu Natal do Futuro constitui
a sublimação não só do tempo,
mas da Vida, porque é seu revigorante,
o espelho que transluz a grande polifonia
do existir,
porque o Natal há de ser, amanhã, mais do que hoje,
o fermento que instrumentalizará a melhoria do homem
– sal da Terra, mas também do Universo.

Meu Natal do Futuro é o amanhã do mundo,
que se abre em leque de inconsútil esperança
– a magnitude amorosa
do Menino-Eternidade,
Infinitude Cósmica
da imanência do transcendental
que sacramenta a transcendência imanente
no Verbo que se fez Carne,
e se fez Menino, o Infante que renovará
o Mundo.

O Natal do Futuro é isto:
o preconizar de um Novo Mundo,
um Novo Homem
– a reabilitação da Verdade,
a sarça ardente que queimará o coração
dos homens.


Meu Natal do Futuro é o prenúncio da Esperança
que há de iluminar os caminhos da Vida,
o futuro do Mundo, sob o terno e doce olhar
do Menino, que se fez Homem, que se fez Mártir
para redimir o mundo da perdição.
Quem viver, verá.
– Viveremos?

                                                       Bsb, 10.12.13

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O que estou lendo - Nortrhop Frye



Nortrhop Frye
O Código dos Códigos
293 p.
(Indicado por Olavo de Carvalho)

O autor canadense discorre com grande desenvoltura temas difíceis referentes  ao intenso e intricado inter-relacionamento entre história, cultura e religião, desde os tempos da literatura de Homero e Platão, perpassando grande elenco de autores que fizeram história (e cultura literária) como Ésquilo, Agostinho, Dante, Vico, Nietsche, Kierkergaard, TS Eliot, Eliard Miceia e até Mestre Eickart e Teilhard de Chardin.

Mas o foco maior é a Bíblia, particularmente  o livro de Gênesis (citado 50 vezes), as epístolas de São Paulo (34), os livros de Êxodo (32), Ezequiel (21) Daniel (11) e  Josué (10). Percebe-se grande influência do poeta inglês Willian Blake, do século XVIII, objeto de sua tese de doutorado. Mas, ao contrário de um Otto Maria Carpeaux (História da Literatura Ocidental), o objetivo aqui não é discorrer uma série interminável de autores (sem querer desmerecer as possíveis linhas teoréticas deste grande escritor), nem desenvolver tratados teológicos.

O ilustre pensador e historiador faz uma leitura inusitada da concepções  exegéticas dos tempos histórico sob um prisma universal que nos faz lembrar outro grande intérprete da História, e da filosofia política, Eric Voegelin, também ainda lamentavelmente pouquíssimo conhecido no Brasil do cantores "literatos" (Chico Buarque não ganhou prêmios nacionais...qual sua obra mesmo?). Também, bem ao contrário das tolices que se andam publicando sobre códigos subliminares e ocultos da Bíblia, Frye envereda em grande profundidade sobre a influência dos textos bíblicos e de seus oráculos nos destinos da humanidade, desde a condução dos israelitas rumo ao evento de Cristo até uma literatura que lhe é oposta, iluminista e positivista, contribuindo para a desconstrução da dignidade da pessoa humana.

O núcleo da obra parece girar em torno do uso da linguagem para comunicar uma realidade que transcende a pura e simples descrição de fenômenos, da linguagem como estrita correspondência entre o verdadeiro e o falso, ou certo e errado. Através de mitos, símbolos e metáforas a literatura bíblica deu o tom da orquestra literária de todos os tempos. Por traz da aparente caoticidade de textos e livros desconectos, Frye identifica magistralmente uma unidade em comum, um jeito mais universal de expressão que subjaz a realidade histórica de "fatos" sequenciais. Para melhor captar a incomensurável riqueza expressiva dessa e outras literaturas de origem oracular, o autor propõem a distinção fundamental entre o universo da formas e figuras imagináticas que se fecham centripetamente no interior do sujeito, daquelas que tentam abarcar, em movimento centrífugo, o movimento contínuo de  parte da realidade como correspondência objetiva do real.

O autor discorre sobre os diferentes planos de expressividade dos textos, em tipologias do alcance visado para o Homem em sua caminhada, como Profeta e  Sabedoria.  A força simbólica dessa expressividade pode ser melhor visualizada ao se contemplar, por exemplo, as fases do  discurso, "aquilo que evoca, ora a palavra evoca a coisa, ora a coisa a palavra", o que só pode ser feito mediante o uso da metáfora,  desde as metáforas da força da natureza dos contos homéricos, até o uso descritivo das ciências.   Navegando por entrecortes os mais surpreendentes da literatura universal, Frye desenvolve conexões com maestria, desde o interesse pela matemática em Platão em relação  à numerologia da Torá, até o silogismo quase naturalista de Aristóteles com relação ao tratadismo de interpretes autorizados da escolástica.

O tradutor muito acertadamente, creio eu, optou pela adaptação do título original, de Great Code, para Código dos Códigos. Diria até que, se por traz de códigos pode-se querer apropriar, sem conseguir, canones fixos, o máximo que se consegue é contemplar símbolos mais profundos pela força de uma linguagem ao mesmo tempo universal e concreta. Cada esforço de decodificação gera outro tanto de expressividade e significação ainda maior, conforme a dinâmica da vida ativa e passiva (sophrosine) do sujeito histórico e cultural em tempo dinâmico, ora caótico ora escatológico. É a sagrada escritura como metalinguagem rodando sobre a subsistência do ipsu esse subsistem: uma Linguagem das Linguagens, metalinguagm, rumo a mathesis de Mario Ferreira dos Santos.













Denúncia: os mentirosos cretinos da imprenssa



Mino Carta: diretor de Carta Capital

... "Não há como imaginar que a igreja de Roma possa mudar, até mesmo pela rota de um reformismo lento e gradual. Da mesma forma, a leitura acima mostra que o mundo também continua o mesmo. Quanto a Jorge Mario Bergoglio, o nome que acaba de escolher para reinar parece indicar grandes propósitos, embora não se exclua que o novo papa tenha pensado, de fato, em Francisco Xavier, santo da sua Ordem, a jesuíta. Aquela nascida da espada de Inácio de Loyola no palco faustoso do barroco, iluminado pelas fogueiras dos autos de fé."
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/03/15/mino-prefere-francisco-de-assis-ao-xavier/

Vejam só, mal o papa assumiu, nem sabia ainda que seu novo nome se referia a Francisco de Assis e este sujeito já da palpite cretino como se São Francisco Xavier fosse exemplo de tirania e imposição religiosa e um perigoso modelo para nova tirania religiosa! São Xavier é um dos maiores santos que se tem noticia, esse exímio exemplo de boa vontade, coragem e empreendedorismo converteu mais de 20.000 nos quatro cantos da Ásia de forma absolutamente pacifica e espontânea e foi grande mártir. O que esse almofadinha entende de missão evangélica?


Curtas: aborto de anencéfalos e eugenia



Aborto de anencéfalos é abertura para a maldição da eugenia

Feministas costumam alegar "humanitude" na defesa da mulher gestante diante de filhos "indesejados", mas ignoram programas de eugenia iniciados desde que Dalton, o primo de Darwin, totalmente a revelia deste, propôs - e em certa medida executou, no inicio do século XX (1), um Programa global de purificação da humanidade, que culminaram no infame Programa Aktion:

Programa Aktion T4

"...Um exemplo histórico pode ser posto em paralelo ao sentimento de "humanitude": o programa Aktion T4. Em setembro de 1939, o Dr. Karl Brandt, médico pessoal do então chanceler alemão, Adolf Hitler, implementou, com entusiástico apoio do Führer, um programa que visava à eliminação daqueles que, em virtude de sua condição física ou psíquica idosos, doentes graves, deficientes físicos e mentais , eram considerados socialmente inaptos a viver e, portanto, subumanos. Até o ano de 1941, mais de 70 mil pessoas foram executadas através do programa Aktion T4.

Em agosto daquele ano, o programa foi publicamente denunciado pelo então bispo de Münster, Clemens August von Galen. Apesar de publicamente desativado, o programa continuou ativo secretamente. Estima-se que 245 mil pessoas tenham sido mortas em virtude do programa Aktion T4."

fonte: Felipe Melo, em http://unbconservadora.blogspot.com.br/

(1) para saber mais, basta fazer uma busca sobre no Google e acompanhar os feitos dos precursosres da eugenia nazista nos EUA.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Grande mídia: The New York Times - berço da desinformação


Exemplo das belas "nótícias" do mais que centenário jornal americano (fundado em 1851):

"Mussolini usufruiu uma ampla e extremamente favorável cobertura na imprensa durante mais de dez anos após o início de seu governo. Ele era recorrentemente celebrado pelo The New York Times, que publicou inúmeros artigos louvando seu estilo de governo. Ele foi louvado em coletâneas eruditas como sendo o exemplo de líder de que o mundo necessitava na era da sociedade planejada. Matérias pomposas sobre o fanfarrão eram extremamente comuns na imprensa americana desde o final da década de 1920 até meados da década de 1930." (Lock Rockwell, em artigo do Instituto von Mises, em 20 de agosto de 2013).

"Não pronunciou uma única palavra", sobre o extermínio dos ucranianos pela fome, planejada e executada pelo regime soviético na década de 50....publicou falsas notícias como a de que "o papa que favoreceu Hitler" e "os americanos estão destruindo tudo quanto é obra de arte". Essas são algumas das mais notórias mentiras e omissões intencionais, sistematicamente propagadas (ou silenciadas) respectivamente nas décadas de 80 e 90 e  durante a invasão do Iraque após o 11 de setembro de 2011 (Olavo de Carvalho, vídeo do Mídia Sem Máscara, em 20 de agosto de 2013).

Os fatos: O regime comunista da ex-USRR, o mesmo que persiste incólume precisamente até hoje, executou seu perverso plano de castigar o país satélite por suas "desobediências": impossibilitar o plantio e consumo de alimentos da população ucraniana, à risca, até a morte por inanição de cerca de 7 milhões de homens, mulheres e crianças, um verdadeiro holocausto friamente planejado e executado.  Na verdade a difamação do papa Pio XII (parte de programas sistemáticos de desinformação dos comunistas) foi promovida pelo regime soviético logo após a Guerra, ainda na década de 50, mas prontamente rechaçada pelos próprios judeus. Após reconhecer que foi o único grande líder que abrigou e sistematicamente ajudou os judeus a escapar da fúria nazista, um líder rabino inclusive até se converteu ao cristianismo. Os americanos cuidaram de preservar e conservar todas as obras de arte da quadrimilenar tradição persa.

O detalhe cruel: a mídia brasileira sistematicamente perpetua as notícias desse infame jornal, inclusive por mera montagem e transcrição de releses da sucursal americana, com todo seu pacote recheado de ideologias e muita desinformação implantada, conforme informação de um experimentado jornalista, no alto de seus de 40 anos de profissão, que é o pensador, filósofo e professor Olavo de Carvalho.

Um lembrete aos desavisados: eventualmente, conforme este jornalista, para não ser totalmente desmascarado, esta e muitíssimas outras das grandes mídias globais e nacionais, costumam usar o recurso de publicar parte dos fatos corretamente, mas depois. Algum tempo depois que errônea e amplamente noticiados por ocasião do momento de seu maior interesse como notícia quente, quando o assunto já esfriou ou caiu no esquecimento do público em geral. O faz em pequenas notas, lá pela 10a, 20a página, quiçá espremida entre dois grandes anúncios publicitários. Eles pensam que somos palhaços?




sábado, 22 de junho de 2013

Após decêndios de hibernação cultural o Brasil é sacudido por protestos de rua (I)



Após decêndios de hibernação cultural o Brasil é sacudido por protestos de rua. Mas cadê os sábios para instruir nossa juventude? (I)


         É uma realidade desconcertante no Brasil democrático. Emergiram Chicos buarques, Cássias ellers, Renatos russos às pencas. Todos tem em comum o clamor libertário associado ao bem estar econômico e material do povo, o igualitarismo social e a liberdade de expressão subsidiados e assegurados pelo Estado e em defesa do espírito de ganância dos capitalistas. Em nome da cultura mais popular busca-se novas opções de vida, mormente como opções de ruptura com o status quo anterior, seja de uma suposta cultura reacionária pró americana ou a esquizofrenia do  colaboracionismo da tradição católica conservadora ...  Mas então, me digam, o que sobrou da (alta) cultura brasileira? Até a década de 60 ainda podia-se citar um Carlos Drumond ou o filósofo Mario Ferreira dos Santos. Este sob o peso de seus quase 100 livros publicados e ainda por publicar, ou da venda de quase 1.000.000 de exemplares de conteúdo do mais alto nível cultural, filosófico e até econômico, um marco inédito na literatura latino-americana. Hoje o grande filósofo, após desafeto com o então queridinho da esquerda brasileira, Caio Prado Jr., seguido do inaceitável ocaso desta elite intelectual superficial, o filósofo-escritor tornou-se um ilustre desconhecido. Mesmo na esquerda tinha-se o peso de um Otto Maria Carpeaux, também quase desconhecido e já não mais lido. Recentemente buscou-se um nome para premio Jabuti de literatura. Não acharam, e na falta de um candidato sério, alguém propôs Chico Buarque. Não é que este sujeito levou? Levou a de ficção em 2010, sob protestos... Até a editora promotora da premiação protestou, ameaçou largar o patrocínio. 

         Diante desse quadro, o que os jovens andam lendo, além das mídias sociais? Basta ver o mercado editorial para ver que não tem coisa que preste: desde as fantasia vampirescas para idiota ler até o cientificismo exdrúxulo de Richard Dawkins, vejam por exemplo artigo sobre a tese dos memes neste site...

        Que dizer das universidades brasileiras? Quando enveredei na filosofia há cerca de cinco anos, busquei o ensino formal, comecei pela Universidade Católica de Brasília, encontrei uma coordenadora, e professora de duas das matérias, uma jovem recém egressa de um doutorado em Espinoza e mestrado também em Espinoza, que minimizava a filosofia cristã em detrimento de árabes e gnósticos (em aula de filosofia medieval dizia que Etiene Gilson era uma autor suspeito por ser “católico”), relativizava princípios elementares como o da não contradição e enaltecia fenomenologia de Hiddegger e Sartre sem qualquer contraposição séria e à altura que seria a de seu ilustre criador, o Sr. Edmundo Husserl. Muito menos de sua autorizada seguidora e oponente, a santa (!) Edith Stein, padroeira da Europa, sequer citada. Vez ou outra sugeria sites de Marx, Lenin, Marcuse, etc. Larguei o curso pela metade.

      Um parênteses, posteriormente descobri artigo seu que naturalmente se imbuia da “lógica” espinoziana, venerava Espinoza - um idealista de peso, mas que em sua vivência histórica revelou-se de uma mentalidade esotérica radical impossível de ser assimilada por qualquer religião e acabou sendo  expulso da comunidade judaica a que pertencia. Comungando com a Sra. Marilene Chauí, aquela que defende Lula até a medula do c_ , enaltece a vida contestadora de um Spinoza coitadinho (um preludio de Nietzsche?) em contraposição às supostas benesses palacianas de seu conterrâneo, Leibintz, esquecendo que este, ao contrário do espirito irresoluto e desagregador daquele, lutou bravamente pela reintegração e conciliação das religiões cristãs de uma ponta a outra da Europa. Entretanto criticava Spinoza não por sua postura de vida real, mas por excessiva condescendência com os exploradores do ambiente natural uma vez que todo o filósofo deve ter profundo e sacratíssimo respeito pela mãe natureza, mantendo a mãe-terra intocável. Ponto para os radicais ecoxiitas com voz ativa na grande mídia e governos mundiais, perigo extra para os capitalistas produtores de alimentos fartos, anônimos, e aos pobres consumidores assalariados...

          Entrei na UnB, curso de especialização, de elevado nível, muitos Ph.D.s de Oxford, Cambridge e Heidelberg. Ainda recomendo a jovens de consciência mais robusta. Mas eis o pacote adotado, que deve ser muito semelhante ao dos esquerdistas uspianos: muita filosofia politica de Harendt, nada de Voegelin, dedicação extra a Micea Eliade na filosofia da religião e migalhas de Tomas de Aquino. Nada de Etienne Gilson, Cardeal Newman, Scheunon ou Rene Guenon. Na lógica uma didática admirável, desde os silogismos de primeira ordem até a teoria da incompletudade de Goedel. Apesar deste grande matemático ter concluído pela inevitável existência da metafisica e da intuição, nosso ilustre professor, talvez para não contrariar o consenso da comunidade dos lógicos americanos e portugueses a que pertence (é co-autor de dicionário de termos lógicos junto com autores seguidores contritos da filosofia analítica anglo-saxônica – vejam site www.criticanarede.org), prefere manter-se fiel a teorias psico-sociais comportamentalistas e continuar acreditando que o homem é produto da linguagem, e como tal, incapaz de desenvolver uma autoconsciência autônoma e transcendental. Não percebe que a mentalidade logicista associada a uma psicologia sem o eu transcendental abre espaço para indignidade da pessoa humana e a instrumentalização e controles sociais de terceiros.

        Na filosofia da ciência encontramos excelentes esquemas elucidativos de Descartes, Francis Bacon, Kant e do malfadado clube de Viena, mas uma tímida e temerária referência a Popper, típica de um professor que acumula o ensino de ciências da natureza e jamais ousaria contrariar outro consenso atual da comunidade cientifica brasileira: tudo que não seja plenamente explicado no plano psicofísico seria como que “fábulas” ou resíduo da metafisica (no mau sentido). Apesar dos limites claros da dicotomia sujeito/objeto demonstrada pela ciência quântica (em que o sujeito interfere à distância no resultado das medições sobre o mensurando ou objeto), além da inviabilidade de explicação do real nas  construções logico-matemáticas, do supracitado Goedel, persistiu em uma subjugação inaceitável da filosofia à ciência e preferiu acreditar na viabilidade de construção de modelos meta-matemáticos paralelos entre ciência objetiva e o mundo real objetivo. Por fim ridicularizou a hipótese dos mundos 1 (físico), 2 (psico-fisico) e 3 (cultura) do renomado pensador das ciências. Isso é que é ter na ciência! É mais ou menos como supor que o mundo das criações humanas devesse permanecer em nossas caixas cranianas, restrito a suas sinapses eletromagnéticas, separadas da realidade “objetiva”, esquecendo que a própria ciência é uma criação humana e nem por isso um mero abstracionismo subjetivo...Bom talvez queira demais, imagine um professor brasileiro aceitar realidade objetiva ontológica, de existência independente dos modelos newtonianos e darwinianos e que não esteja topologicamente centrada em algum ponto fora do próprio homem. Imagine contrariar as “revoluções” copernicana ou galileia tendo que engolir de novo... Aristóteles!

           A essa altura o aprendiz de filósofo universitário, em vez de amante da sabedoria, já não passa de uma abelha perdida no meio da selva mecanicista e do abstracionismo linguístico.

           Mas é justamente de um filósofo brasileiro, já não residente nessa selva, o Olavo de Carvalho, que poderíamos tirar o melhor conceito de filosofia: unidade do conhecimento com a consciência. Agora tudo muda, de uma mere meme a mais no mundo-relógio, o sujeito, o indivíduo enfim o ser filósofo torna-se sim agente consciente e presente na realidade, ainda que não possa mudá-la e sabe o porquê de certo dever de contentamento para que sua ânsia de mudança não torne o mundo ainda pior.

            Então, nessas horas cruciais, cadê os sábios brasileiros?


segunda-feira, 20 de maio de 2013


NOSSO  CLUBE  DO  LIVRO*

                                     Murilo Moreira Veras


O Clube do Livro é o livro do Clube,
o livro é o clube da vida
no repertório do mundo.
O que esperamos do livro não é
o que esperamos de um clube,
mas a esperança de estarmos no mundo
neste anfiteatro de sonho,
o espelho da imagem de estarmos sendo
e vivendo no mundo.
No clube, o livro é nosso melhor
e maior instrumento
– é nossa imaginação armada,
o signo de nossa circunstância
em cada página,
em cada trama renovada.
É o libelo de cada segredo
cuja chave guardamos
no coração alado de nossa razão inspirada.

Celebremos o livro, não o exemplar
apenas brochurado,
mas a ideia transpirada de sua essência mágica.
No Clube do Livro, nós somos o próprio livro
transfigurado,
a própria vida repaginada.
Salve o livro,
o Clube do Livro,
o amor pela vida,
o amor pelo livro
neste Clube Nosso do Livro.

Bsb, 13.11.12
*Poema escrito com a mão esquerda
email: cdletras@gmail.com

                 O FUTURO DA ESCOLA


          
               Hoje em dia tem se falado muito sobre a educação, de que vivemos um mundo cada vez desprovido de cultura e outros quejandos. Mas pouco ou quase nada se diz da escola, o que ela faz, quais os resultados obtidos. No nosso país, o que se vê é que os estudantes, quase de forma generalizada, do grau fundamental ao superior, se notabilizam pela carência de conhecimento. As estatísticas assinalam resultados espantosos para o quantum de conhecimento do estudante brasileiro, fraquíssimos em matemática, quase iletrados em português, razoáveis conhecedores da ciência. Os defeitos são inúmeros. Qual a razão disso? - perguntar-se-á.
                 A resposta está certamente na escola, no ensino, na maneira de produzir conhecimento, nas avaliações ali empreendidas. Enfim, no sistema em que a escola, no Brasil, está estruturada. Fala-se muito e meios oficiais parecem apregoar esse fato à solta, de que o sistema usado tem por modelo a teoria dos oprimidos de Paulo Freire, ou seja, de que a aprendizagem é voltada para a libertação das pessoas, para que saiam da situação de opressão social, sejam livres, adquiram saber para serem independentes, autônomas, não se subjuguem a ninguém - isto é, aí vem a malandragem, o detalhe capcioso da questão. É evidente que são sadios as aspirações delineadas quanto às pessoas, pelo estudo e conhecimento adquiridos, alcançarem a liberdade, serem independentes, capazes de melhor enfrentarem os inúmeros desafios da vida. Mas o que não é absolutamente sadio, o que é inaceitável é que esse cabedal de estudos e conhecimentos, que a escola representa, seja voltado para o controle de massa. No final, o indivíduo liberta-se pelo estudo para servir ao estado, aos objetivos burocráticos do governo vigente.
                   A nosso ver - e acredito de quem tenha um pouco de raciocínio também - trata-se de um sistema malévolo e de caráter fascista, fascismo velado, fascismo cultural, educacional, político, ideológico, filosófico.
                     Achar que uma criança vai para a escola para aprender e depois ser futura escrava do poder estatal, é um absurdo, um disparate, um verdadeiro atentado à dignidade humana. A criança deve ir à escola para aprender, adquirir conhecimentos, preparar-se para a vida, para o exercício de uma profissão, mas também para se aculturar, ou seja, propugnar por enriquecer sua condição humana em todos os sentidos, ampliar sistematicamente sua visão de mundo - tudo isto absolutamente não se coaduna com ser o indivíduo serviçal do estado, sujeitar-se à opressão das regras e mandamentos do oficialato dominante no momento. 
                        Educar, sim, mas para conduzir o educando à liberdade, não à armadilha de uma falsa independência que, esta, sim, o levará a se tornar cativo da opressão oficializada.
                          O que se espera é que a escola realmente se reestruture, mas praza aos céus que se desvencilhe, no futuro, dessas aspirações ilusórias, que ressuscitam doutrinas ultrapassadas, sepultas já no turbilhão do tempo.   

   


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Meu Querido Audi

MEU QUERIDO AUDI O carro que compramos há poucos meses tem sua história. Não é de agora que tenho simpatia pelo Audi, um sonho quase impossível, pois dessa marca alemã só se via por aqui carro grande e de grande luxo, o preço lá nas alturas. Além disso, o perigo do carro importado, o ladrão achar que se trata de gente rica e tentar sequestrar o dono, daí nem nos arriscarmos a ter carro importado. Em toda garagem de prédio, aqui e ali, ocorrem imbróglios entre os moradores. No nosso caso, coisa pequena, se comparada a outras por aí, mas que nos causava certo desconforto, já que não somos mais crianças. Nosso antigo carro, de porte médio, era espremido pelo do vizinho da vaga ao lado, com seu veículo maior atravessando na vaga, e não satisfeito ainda trocou-o por um desses tanques nacionais, que só tem tamanho e nada mais. O outro vizinho da frente, coincidentemente, ou não, adquire o seu de igual porte, inclusive, com cara de dinossauro, feio que só ele, e sabe como são os carros nacionais quanto à tecnologia, chamados até de carroças por um presidente, que acabou cassado, não por essa declaração, mas por seu personalismo, seu prazer de roubar, iludindo a população que elegia um “caçador de marajás”. Os servidores públicos tidos como os grandes vilões da história. Coitados do povo do nosso país, que se ilude com personalidades nada confiáveis. Parecia uma provocação, mesmo humilhação, os dois mastodontes frente ao nosso carrinho. Acontece que precisávamos trocar de carro, já com cinco anos. Eis que em visita ao Parkshopping, nos deparamos com o Audi A1, lançamento, com preço acessível ao bolço da classe média. Acredito que com a crise na Europa vieram para cá em busca dos consumidores brasileiros, nossa economia entrando nessa fase boa em que se vive no país, inclusive, com uma boa indústria automobilística, que saíra da fase de produzir carroças... Ainda não somos primeiro mundo, mas vamos chegar lá. Aliás, pessoalmente não tenh do que me queixar dos carros que possuí. Compramos nosso Audi A1, modelo esportivo de duas portas, coisa de primeiro mundo. Chegamos com nosso pequeno, mas fabuloso carro importado, e parecia que conduzíamos David com sua funda, pronto para enfrentar, não um, mas dois Golias. Lógico que a garagem não era arena romana, mas lugar de vaidades, os carros como deuses para certas pessoas. Era a nossa desforra. Ainda quando possuíamos o Clio, uma colega minha aposentada passava conosco uns dias no Rio, e resolveu tripudiar, não se sabe por que cargas d´águas, falou ao marido em Brasília por telefone para que ele fosse nos buscar no aeroporto com o carro velho, em vez do novo. Constrangimento do qual nos safamos driblando o casal e pegando um taxi. Na cabeça dessa nova rica só merecíamos entrar num carro inferior, não estávamos acostumados com o que era bom... E dizer que a tal cortou cana no passado de pobreza. Nosso Audi veio suprir uma necessidade de conforto pessoal, além de podermos exibir o que há de melhor. Somos normais como todo mundo, só menos exibidos que muita gente.